Após décadas, Exército conclui pavimentação da BR-163, aberta em 1976

//Após décadas, Exército conclui pavimentação da BR-163, aberta em 1976

Após décadas, Exército conclui pavimentação da BR-163, aberta em 1976

Para conclusão da obra ainda é preciso pavimentar algumas faixas e substituir pontes de madeira por concreto

Por Lu Aiko Otta — De Brasília

 

O Exército concluiu no último sábado o asfaltamento da rodovia BR-163 até Miritituba (PA), estrada conhecida pelos atoleiros que colocaram em risco os ganhos com a supersafra de grãos de 2017. Trata-se da principal via terrestre de escoamento de grãos do Mato Grosso para os portos no Norte do país.

O feito foi comemorado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em sua conta no Twitter. Em janeiro, ele já havia prometido a conclusão da obra ainda em 2019, que dependia da pavimentação de 51 quilômetros pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
“Promessa cumprida”, escreveu ele, retransmitindo postagem feita pelo Exército, segundo o qual o dia 23 de novembro foi um dia histórico pela entrega da obra. “Agora, o usuário não percorrerá mais estrada de chão.” A obra ainda não está 100% concluída. O que o Exército comemorou foi a pavimentação total de uma faixa da via.

Faltam mais alguns metros de outras duas faixas, o que deve ser feito esta semana. Com isso, a instalação do asfalto estará concluída. Mas há trabalhos também para substituir pontes de madeira por concreto – etapas que deverão se estender até dezembro. O asfaltamento total da BR-163 deverá ser comemorado no local pelo presidente Jair Bolsonaro, no início de dezembro.

“O que o general começou, o capitão vai terminar”, costuma dizer Tarcísio a respeito dessa rodovia. Ele se refere à inauguração da estrada, em 1976, pelo general Ernesto Geisel (1974-1979) e ao capitão Jair Bolsonaro. A rodovia passou por dez presidentes até ser asfaltada por inteiro.

Estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2014 afirma que o asfaltamento da BR-163 será uma quebra de paradigma na logística do agronegócio brasileiro. Os grãos produzidos no Centro-Oeste terão uma opção de embarque pelos portos do Norte, que são mais próximos dos mercados consumidores. Na época, estimava-se economia de R$ 1,4 bilhão por ano em custos de transporte com a conclusão da via. Um amplo estudo conduzido pela Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) em 2018 previu que a conclusão poderá render escoamento de até 25 milhões de toneladas de grãos ao ano.

O governo pretende entregar a administração e manutenção desse trecho da BR-163 à iniciativa privada. O projeto encontra-se em fase de estudos pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Nesse caso específico, o contrato será de dez anos, e não de 30 como as demais rodovias. O período mais curto considera o impacto da construção da Ferrogrão, uma ferrovia que fará o mesmo trajeto da rodovia, entre Sinop e Miritituba. (Colaborou Cristiano Zaia)

Fonte: Valor Econômico

By |2019-11-29T10:13:34-03:0029 de novembro de 2019|Brasil|0 Comentários

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